Reportagem: Daniel Vieira e Ronni Garcia
Edição: Ludmylla Altoé e Carlos Augusto
A palestrante Kátia Jourdano apresentou a missão das incubadoras culturais citando o modelo empregado na PUC-Rio. Ela demonstrou que as incubadoras atuam como um processo de gestão de idéias e empreendimentos que visa possibilitar a auto-sustentação dos negócios incubados. A indústria da cultura representa 7% do PIB mundial e possui um potencial de crescimento de até 10%.
Na Incubadora Cultural da PUC/RJ, o processo de incubação conta com cinco profissionais, que selecionam as idéias mais viáveis. A isso eles denominam pré-incubação. A partir da idéia concebida os participantes devem gerar um modelo de negócio para que o projeto seja incubado. A partir daí esses gestores dão total assistência a este. Visto que o grande problema dos produtores de cultura não é a produção técnica e sim a gestão do negócio.
Para atingir esses objetivos, as incubadoras prestam serviços de consultoria (jurídica, contábil, administrativa, entre outras). A iniciativa da universidade católica tem obtido bons resultados com a incubação de 18 empreendimentos, que já geraram 100 postos de trabalho direto. Um bom exemplo é o projeto Nós do Cinema, incubado na PUC e que foi apadrinhado pela Petrobras.
Trama Virtual:
Um exemplo de gestão de negócio em rede
A idéia surgiu a partir do grande volume de produções musicais que a gravadora Trama recebia por conta dos artistas não ter condições de realizar o trabalho de divulgação pelos meios tradicionais de comunicação.
O palestrante Dagoberto Donato trouxe para o seminário o exemplo bem sucedido da Trama Virtual. Hoje, a gravadora tem seu trabalho muito mais focado na internet do que na tradicional indústria fonográfica. De acordo com Dagoberto, a produção em rede desvinculou os conceitos de produção musical e fonográfica.